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Foto Rômulo Brasil

Power Rangers: Minhas Impressões

• Publicado em: March 24, 2017

Power Ranger em toda sua divulgação foi nos mostrado que iria ser filme mais sério com a pegada de Chronicle (Poder Sem Limites) e meio The Breakfast Club (Clube dos Cinco), então eu fui nessa expectativa de encontrar elementos desses dois filmes. E foi exatamente o que eu encontrei e ainda foi muito além dessas duas referências, teve elementos de Stand By Me (Conta Comigo) e da própria série dos anos 90 é claro.

O primeiro ato já começa apresentando o problemático Jason em um de suas “traquinagens” e Dean Israelite (diretor) já nos mostra que não é um mero iniciante, que até então, só conheço apenas um filme dele, Project Almanac (Projeto Almanaque), ele nos coloca dentro do carro em fuga com Jason em uma câmera parada em 360º com um belíssimo plano sequência que no final a câmera se move e você fica se perguntando como eles fizeram essa cena, é espetacular. Os personagens foram cuidadosamente muito bem escritos e bem introduzidos na história realmente inspirado no Clube dos Cinco, cincos adolescentes com personalidades diferentes, com cada um com seus problemas e enfrentando à sua maneira, tipo de pessoas que não andam juntas na hora do “recreio”. Hehehe.

Um dos acertos do filme foi exatamente essa escolha de se inspirar no Clube dos Cinco e explorar os problemas da fase da adolescência, Jason é o típico rebelde sem causa, Kimberly é a patricinha com crise de identidade, Billy é um autista que enfrenta problema de sociabilidade, Zack é o “vida loca” responsável e a Trini é uma lésbica com dilemas familiares, talvez a Trini seja a personagem que eles tiveram mais cuidado de tratar e ficou muito bem colocado. Lógico que eles são muito mais do que isso que eu coloquei aqui. Outro acerto foi a breguice da série dos anos 90, que principalmente no 2º ato, temos essa interligação do breguice e da mitologia nova. E toda a trilha sonora é muito boa também.

Adoro Elizabeth Banks e ela está muito boa como Rita Repulsa, não lembra quase nada da icônica e caricata da série e isso é ótimo, todo sua jornada durante o filme é até “bem” feita, porém, é também aonde o filme falha, pois [SPOILER] tem uma cena que ela captura todos os Rangers e arranca deles uma informação aonde está o “cristal” e ela até chega a matar um deles, mas ela simplesmente sai e ainda os desamarram e os deixam livres, sendo que ela é uma Rangers Verde e ela sabe muito bem se eles terminarem o treinamento, ela sabe do que eles são capazes de fazer, então ela era para simplesmente matar todos, mas não, então isso a torna uma vilã hyper-mega-super-burra, você pode até dizer que isso é uma característica da personagem da série, mas pelo menos não foi isso que foi feito e nem mostrado na construção da Rita Repulsa de Elizabeth Banks, então essa cena era para ter outra resolução, eu até colocaria um Alpha 5 fodão para salvar eles ou algo do tipo. Aí temos o retorno deles a nave do Zordon e outra referência ao Stand By Me, toca até a música e foi outra cena que fiquei arrepiado. Mas a referencia não fica apenas na música não, é a chamada para aventura entre amigos no segundo ato. [/SPOILER]

Outro ponto que não gostei muito é uma cena do terceiro ato que Jason, deixa a luta principal para ir salvar seu pai e simplesmente ele aparece fora do Zord e corre para salvar seu pai, enquanto os outros estão na peia, essa cena é um tanto mal editada e poderia ser facilmente tirada do corte final. Parece que o filme teve um orçamento limitado e em nenhum momento vemos eles entrando ou saindo de seus Zords, não que isso seja uma “falha” que mude a experiência do filme, mas é algo que poderia ter sido mostrado, principalmente no terceiro ato.

Power Ranger se saiu melhor do que eu esperava, voltando a breguice nostálgica com os Zords correndo lado a lado com a música clássica, arrepiei nessa hora. Talvez toda a breguice do filme só entenda/goste quem assistia e é fã da série dos anos 90. No final temos um belíssimo fan service que é uma pequena participação de dois dos Rangers originais, Jason David Frank (o eterno Ranger Verde) e a Amy Jo Johnson (Ranger Rosa) como figurantes.

Se você era fã da série clássica dos ano 90, o filme é:
#RECOMENDADÍMO.

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