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Foto Rômulo Brasil

Filmes para Empreendedores: Jerry Maguire

• Publicado em: November 19, 2017

Revendo Jerry Maguire: A Grande Virada de 1996, que pode ser facilmente taxado como uma comedia romântica que na verdade é um grande filme sobre empreendedorismo e um dos melhores que já assisti. Nem lembro quando foi que assisti pela primeira vez, mas lembro que com a bagagem de experiências que tinha na época, eu não poderia fazer uma analise com mais profundidade e perceber os ensinamentos que o filme nos traz. Então decidi que vou rever todos os filmes com o tema empreendedorismo e tentar tirar o máximo de proveito dos ensinamentos que esses filmes nos proporcionam e escrever um pouco sobre o que eu aprendi. E o primeiro deles será Jerry Maguire.

Que filme espetacular, com um belíssimo roteiro e super bem conduzido pela as mãos de Cameron Crowe. Temos a história de Jerry Maguire (Tom Cruise) que é um agente esportivo bem-sucedido que tem sua vida virada do avesso depois de escrever uma declaração de 25 páginas que recomenda que os agentes trabalhem com menos clientes e passem a ter um tratamento mais humano para com eles. E isso causa sua demissão e ele se ver desesperado para segurar os seus atletas e não os deixar para SMI, empresa pela qual trabalhava. A notícia se espalha e não só ele começa a ligar para seus atletas como os próprios começam a ligar para ele. Quando ele liga para Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr.), um jogador de Football Americano, eles ficam vários minutos em “negociação” (quase 5 minutos de conversa) e o Rod fica alugando o Jerry com suas vaidades e reclamações, mas Maguire quer sempre objetividade na conversa, dado a sua urgência. Enquanto estava nessa ligação mais outras 18 ligações estavam em espera, mas Rod cobra a ele pela “Atenção Especial” e Jerry vai perdendo varias outras ligações (oportunidades) quando é posto contra parede com seu lema. Bom, Maguire poderia ter saído com mais atletas agenciados se caso estivesse ignorado o Rod e atendido as outras ligações? É uma pergunta que sempre vai ficar no “se”. O importante é que ele continuou com seu lema e saiu com pelo menos um agenciado de sua lista. Melhor garantir um do que nenhum. E “Show me the money”. Hehehe.

Bom, na verdade ele saiu com outro atleta, Frank Cushman (Jerry O’Connell), sendo que esse não tinha nenhum contrato. O pai do atleta estava fazendo uma “jogada” para ver qual era a melhor opção (dinheiro) para seu filho, falando até que não iria assinar nenhum contrato, pois sua palavra é mais forte do que carvalho e acaba assinando com Bob Sugar (Jay Mohr). Fica um alerta para os menos experientes, devemos nos guardar, por mais que confiamos no outro, temos que ter garantias nem que seja em um pedaço de guardanapo, mas temos que ter algo firmado entre as partes. Não estou falando que é bom só para você, mas sim para ambas as partes. Palavras do próprio filme: “Não é me ama, não confie em um aperto de mão. É faça a venda, assine o papel e não deve haver dúvidas enquanto a isso”.

Quando ele sai falando no escritório da SMI que vai montar outra empresa, tentou chamar as pessoas de lá para ir junto com ele, mas ninguém acredita em um homem que está “falido”, em um homem que está à beira do fracasso. Todos pensam que vão ser arrastados juntos para o fundo do poço. Lembrem-se, que o fundo do poço é aonde podemos pegar impulso para pular de volta para o topo. E diante dessa situação que apenas uma pessoa acreditou nele, Dorothy Boyd (Renée Zellweger), uma simpática contadora. É perceptível que vemos que ela pensou com coração e não com a razão, pois ela tem um filho e ainda é mãe solteira.

E começa a saga do nosso protagonista em montar um negocio em um mercado competitivo. De ante de um fracasso e apenas poucas pessoas acreditando nele, na verdade quase ninguém acredita nele, a não ser ele mesmo. Jerry é um homem carente que não consegue ficar sozinho, então ele fica mais próximo de Dorothy, quem acreditou e o admira muito. Outro ponto importante a colocar é que devemos nos cercar de pessoas que acreditam na gente, pessoas que realmente se importa com o nosso bem-estar e nos põe pra cima. O mais importante em uma relação é a franqueza, a educação em falar só o que a pessoa quer ouvir não é saudável para ninguém e sempre confie em seus instintos e acredite nos seus ideais.

A relação dele com a Dorothy é de uma proximidade conveniente, principalmente para ele, como ele mesmo descreve: uma grande amizade e uma péssima intimidade. Ela era a única que acreditava nele e ele amava isso, mas não era algo que ele internalizava e acabava não tendo o mesmo amor que ela tinha por ele. Ela se culpa e acha que a relação deles não era saudável para ambas as partes e para o futuro de seu filho, pois as contam chegam e dinheiro não entra. Jerry é sempre um bom ouvinte para com todos e fala para Dorothy que não é de fugir e muito menos de desistir.

“Se o coração está vazio, a cabeça não importa”

O fato é que Jerry sempre a considerou e a amou, quando Dorothy dizia que a empresa era dele, que o sucesso era dele, ele sempre a corrigia falando que era “nosso” projeto, “nossa” empresa, “nosso” sucesso. Quando você se ver em um sucesso e em uma conquista, o que você mais quer, é compartilhar sua felicidade com alguém e principalmente alguém que você mais ama. Era isso que faltava nele e ele percebe isso diante do sucesso e da conquista que o mais importante era dividir com alguém, que quando é compartilhado sem egoísmo o seu eu é recompensado.

Uma das habilidades mais importantes de um empreendedor é a paciência, pois é o que você vai mais precisar para enfrentar as inúmeras barreiras, pois a luta é diária tanto externo com relacionamento interpessoal quanto interno com a sua inteligência emocional. Outra coisa que tem que ser trabalhado é inteligência emocional, coisa que Jerry tinha de sobra, mas também é um ser humano.

Trabalhar com o coração também é um dos ensinamentos do filme, pois se realmente você trabalhar com apenas o objetivo de “ganhar” dinheiro e ter sucesso, vai ser algo que vai te derrubar. Lógico que todos nós trabalhamos por dinheiro também, mas isso tem que ser consequência de algo que façamos com amor, porque se não, nada valerá a pena. Tem que achar as motivações que nos mantém vivos e o que nos fazem acordar mais felizes todos os dias. O “mundo é cínico” e com uma competição dura, mas independente das consequências, sempre mantenha os seus valores éticos e morais e se você acreditar em si mesmo, você verá que é possível vencer depois de um fracasso.

#RECOMENDADÍSSIMO

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