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Foto Rômulo Brasil

It: A Coisa – Minhas Impressões

• Publicado em: September 8, 2017

Quando a Warner anunciou que iria fazer um novo filme da “obra prima do medo”, It, do Steve King, eu fiquei animado, pois já gostava do telefilme de 1990, mas era um telefilme e o It merece um filme a altura do rei do terror. Vou dizer que não fui surpreendido ao assistir ao filme, mas que o filme superou minhas expectativas que estavam altas pelas as fotos do Pennywise e de todos os trailers que eu assisti, tinha gostado de tudo, mas de tudo mesmo. Então, já estava com medo de ter uma quebra de expectativas, já que a expectativa, a raiz da frustração.

Bom, o filme é espetacular em vários sentidos, basicamente tem “uns” gêneros: Drama, Horror, Mistério, Comédia, “Aventura” e Fantasia. E ele passeia por todos esses gêneros com uma maestria de umas formas bem pontuais e é um ótimo trabalho de roteiro e direção. Ultimamente o Shyamalan tem feito muito bem essa mudança de gêneros entre cenas em seus filmes e Andy Muschietti, que até então só o conhecia pelo até que bom, Mama, aqui ele sobressai nesse passeio de gêneros e não é só isso, mas como tem uma ótima direção, um ótimo controle de espaço e criação de atmosfera para o medo e o jumpscare e sem falar que o filme possui uma identidade.

Tenho dois problemas com o filme, mas nada que estrague a experiência e muito menos não me tirou do mesmo. A primeira é que no começo do segundo ato ficou repetitivo demais a parte do It assustar as crianças, basicamente tinha uma criação de tensão com um medo particular do personagem e no final da cena tinha um jumpscare do Pennywise indo em direção a câmera, mas por outro lado, isso serviu muito bem para entrar e conhecer ainda mais as crianças, saber dos seus medos e da personalidade de cada um. O outro problema é que usaram muito CGI no It e era uma coisa que não tinha muita necessidade, pelo menos em algumas cenas.

Talvez o maior desafio do filme ficou em cargo do Bill Skarsgård interpretar o Pennywise, o palhaço dançarino, que ficou imortalizado pelo Tim Curry no telefilme de 1990. Lembro que morri de medo quando assisti pela a primeira vez quando era criança. Bill Skarsgård tinha a mesma missão que o Heath Ledger tinha quando foi dar a vida ao Coringa, já que também o personagem só teve ótimos representantes. O Bill claramente nos mostrou um belíssimo trabalho e mostra que ele estudou bastantes, pois tem uns trejeitos e é adicionado algo novo em cada cena que ele aparece. Tem o Beep Beep fazendo uma reverencia ao Tim Curry que fazia bastante no telefilme, aqui só faz uma vez. Eu não o conhecia, mas já havia assistido filmes com ele, entretanto nenhum ele rouba a cena como foi em It. Minha única reclamação, que já foi pontuado, é o uso de CGI em algumas cenas que não tinha necessidade, pois eu já estava com muito medo dele, mas ai o diretor adiciona o CGI e tira o ótimo trabalho que o Bill vinha fazendo. Mas mesmo assim é magnifico a atuação do Bill Skarsgård.

Outro ponto assertivo do filme é o casting das crianças, todos estão maravilhosos, mas pontuarei primeiramente o Finn Wolfhard (Stranger Things), o Richie Tozier, que está sensacional e hilário, rouba a cena em todas, eu disse todas, que ele está presente. Jaeden Lieberher está muito bem dando a vida a Bill Denbrough, dando uma profundidade ao personagem que é um líder natural do grupo. Sophia Lillis brilha na pele de Beverly Marsh, também uma personagem que tem uma certa profundidade e por último é o Jack Dylan Grazer que interpreta o Eddie Kaspbrak e que também, juntamente com o Finn, tem um ótimo timing de comédia. Os outros 3 são poucos explorados, mas também compõe o grupo do The Losers’ Club e tem sua importância, agora não quer dizer que não tem uma boa apresentação que entrega os medos e as personalidade de cada um.

Se o filme é fiel ao livro, eu não sei, sei que gostei pra k-ralho desse filme. O Steve King falou que adorou, então já está valendo. Sei que em comparação ao telefilme foi dado um tremendo upgrade. Coincidência é a Warner lançar o filme 27 anos depois do telefilme ou não seria uma coincidência? hehehe. Não deixe de ir ao cinema.

#Recomendadíssimo.

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